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sexta-feira, 8 de maio de 2009

Anathema: concerto Sá da Bandeira

De há algum tempo para cá a presença dos Anathema no nosso país tem sido relativamente assídua. Depois de terem tocado em Lisboa, subiram ao Porto na quarta-feira, onde não tocavam desde a passagem pelo Hard Club em Outubro de 2001.

A primeira parte ficou entregue aos Leafblade, banda de Sean Jude e Dani Cavanagh e aos portugueses Oblique Rain.
Durante cerca de meia hora os Leafblade, com a ajuda de mais um dos irmãos Cavanagh no baixo, apresentaram um set acústico ainda para pouca gente. Os Oblique Rain entraram em cena já com a sala composta e demonstraram que depois do lançamento de «Isohyet» estabeleceram-se como uma das bandas mais promissoras no cenário nacional. No decorrer do concerto foi possível testemunhar o profissionalismo e a segurança com que a banda reproduz o trabalho em palco. Ainda houve tempo para algumas músicas novas que deixaram a sugestão para um segundo álbum bastante promissor.

Os britânicos Anathema conseguiram superar-se e ao fim de quase vinte anos mantêm a vitalidade de uma banda em inicio de carreira. Outrora um dos pilares do doom metal, actualmente reúnem um público cada vez mais vasto, no entanto, na sua larga maioria e como foi possível confirmar ontem, ainda são os fãs com o background «metaleiro», de onde os Anathema têm vindo a desvincular-se, que representam a maioria dos seguidores. Num dos maiores concertos que pude assistir dos Anathema em território nacional, não faltaram os clássicos habituais, mas também foram apresentados alguns novos temas do já muito aguardado álbum, prometido para Junho de 2009. Pontos altos: Are You There, Fragile Dreams e sem dúvida a versão acústica da One Last Goodbye.


Alinhamento: Deep, Closer, Pressure, Far away, Angels walk among us, Inner silence, A simple mistake, Anyone anywhere, Empty, Judgement/Panic, Shroud of false, Lost control, Regret, Hope, Flying, Are you there, One last goodbye, Angelica, Sleepless, Hindsight, Fragile dreams, Hurt (cover de Nine Inch Nails).


quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Anathema escolhem músicas a dedo para Hindsight



De regresso a casa, depois de algum tempo de férias gozado, tive a oportunidade de ouvir, após alguma curiosidade instalada pela entrevista aos Anathema na Loud de Agosto, o trabalho mais recente que compila alguns dos temas que considero por diversas razões parte dos melhores desta grande influente banda.
Hindsight apresenta uma capa vermelha e um microfone desfocado, uma capa simples num álbum acústico simples. A primeira das sete músicas que compõem o álbum, Fragile Dreams, aparece aqui limpa acompanhada por linhas de violoncelo e violino. Quanto ao facto de serem sete músicas e não outro total de faixas, não sei se estará associado à sensibilização de uma realidade espiritual de Danny Cavanagh e a uma forma optimista de rever o mundo. Embora os que acompanham os britânicos desde a sua formação até aos dias de hoje pensarem que os Anathema traíram as raízes death/doom metal e cada vez mais se afastam delas, os Anathema não se arrependem do passado mas confiam num futuro diferente e maduro, não têm medo de enfrentar um público que só aguarda temas que exigem guturais. Há quem partilhe a ideia de que é um álbum que ajudou para juntar mais massa nos bolsos. Particularmente não me importo , no caso de ser verdade, depois de ter degustado vezes sem conta músicas que revelam trabalho e alma de quem parece tocá-las com sentimento, será impossível recusar tudo o que Hindsight faz re-sentir. Danny, na entrevista, responde que a venda de Hindsight vai ajudar financeiramente nos custos do próximo álbum que sai ainda este ano. O tão aguardado.